Experimento-me

2 dez

Foi incrível como meu corpo se moveu com o pensamento inerte

Sem estipular movimentos, sem tirar da imensa caixa paradigmática que são os meus medos internos em relação à dança, eu fui

Não via ninguém além do giro

E rodava, rodava, passos largos e fugazes saindo de meu corpo…

Por dentro um não sei quê de: me liberto, eu liberta…

E no fim, tudo se deu num sôfrego suspiro.

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Enquanto chovia lá fora

27 nov

Da janela passavam nuvens no mar

Refletidas esperanças esvaziadas

 

Linda paisagem recheado sonhos contidos enuanto chovia lá fora

Nuvens cobriam o mar de encanto

No ouvido frescas lembranças de infância pousando

Sem mais, desfez o tempo nos versos

De mulher, num instante

Num sopro o vento atento trouxe o luar

Enquanto chovia lá fora

Impregnada da crença de ser

27 nov

Que tu crias

Coragem pra perder

A cabeça e voar

Soltar as asas

 

Que essas asas quebradas

Não te impeçam e tu cries

Sim, coragem de se jogar no azul

 

E tua cria quem sabe pare de te olhar

Vagar sem cor, sem brilho

Já que parece ser teu prato predileto

Penar e soterrar teu mundo

Inteiro de paixões

 

 

Palavras

18 ago

As palavras eram muito frágeis

Se perderam ao vento

O papel as levou

Prenderam no fio da linha

E se dividiram

As palavras não aparecem mais

Guardaram-nas

Agora são lavras

A poesia vive pensamento e logo incidirá à pele porque ela é todo corpo, é Poesia em Flor de todo dia.

27 jul

“Vai sempre avante a paixão, buscando seu doce fim; os amantes são assim: todos fogem à razão.”

17 abr
Soneto

Soneto

Atemporal

15 abr

o acaso é sempre mais rico e

a falta de pretensão surpreende

o excesso ou a ausência de palavras

 

por um instante aquela surpresa

pareceu vã, mas não foi. Ficou a

estúpida certeza de ter sido

estúpida por deixar de ser e

revelar vontade

 

e se o acaso que parecia tão rico

agora transformado em dor, a dor

do não ter dito, no instante sê

infinito enquanto durou

 

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