Dona, um ponto final

15 set

Aos poucos o desejo incontrolável de saber notícias tuas foi secando o lago. As lástimas também secaram. A noite acabou em dia e pela manhã percebi ser outono outra vez. As árvores continuavam a bailar. Pessoas passavam pela rua num corre-corre. Aos poucos fui me dando conta de que o tempo passou rápido demais. Era 1987. Toda a vida enumerada outra vez, capítulo por capítulo. Livros espalhados pelo chão, recortes, fotografias, bilhetes, rosas secas, lembranças embrulhadas com nó frouxo não sufocavam mais; sem nenhum valor. Era hora de partir. O casarão, o portão de ferro, a escada, pessoas falando sem parar, os flagrantes, os pequenos delitos pra te encontrar às escondidas… A vida alcançou um momento de sossego. Sem saber, cada coisa foi tomando o seu lugar.

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