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As Semelhanças Entre Bento e Otelo.

11 ago

Otelo, o Mouro de Veneza

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

(Redirecionado de Othello, the Moor of Venice)

 

 

A 1943 encenação de Othello — estrelando Paul Robeson e Uta Hagen — possui o record de peça mais reproduzida de Shakespeare de todos os tempos Broadway.

Otelo, o Mouro de Veneza (no original, Othello, the Moor of Venice) é uma obra de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago [1]. Por causa dos seus temas variados — racismo, amor, ciúme e traição – continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais, e ainda é muito popular.

Intertextualidade

Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e sofreu inúmeras interpretações, desde psicológicas e psicanalíticas na crítica literária dos anos 30 e dos anos 40, passando pelo feminismo na década de 1970 até sociológicas da década de 1980, e adiante. Creditado como um precursor do Modernismo[3] e de ideias posteriormente escritas por Sigmund Freud,[4] o livro influenciou os escritores John Barth, Graciliano Ramos e Dalton Trevisan e é considerado por alguns a obra-prima de Machado.[5] Além de ter sido traduzido para outras línguas, continua a ser um de seus livros mais famosos e é considerado um dos mais fundamentais de toda a literatura brasileira.[6]

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O Delírio do Poeta é Uma Loucura Domada.

10 maio

A imaginação é o traço inanimado que leva o pensamento do poeta a um arrebatamento. Em seus pensamentos cabe o delírio da criação e este delírio é uma loucura plural que o leva a mais perfeita ordem com as palavras.

No  processo de criação não existe  começo,  meio e  fim, ele apenas se completa, não há domínio; começa sem limite e termina quando algo se fecha. O exercício de liberdade é próprio da linguagem, maior que a razão.

Amar – Drummond

22 jan

 

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,

o que ele sepulta, e o que na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor,
ou simples ânsia?

(…)
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácido, e a sede infinita.

15 dez

É preciso levar em conta a pobre e triste condição do homem. Os homens começam com medo, coitados. E terminam em fazer o que não presta quase sem querer. É medo. […] Medo de muitas coisas. Do sofrimento. Da solidão. E, no fundo de tudo, medo da morte.” [O AUTO DA COMPADECIDA – 


O Novo,
Gosto de reconhecer,
Trair  princípios
Deixar de lado sonhos, ideais


Gosto forte de dúvida
Ser ou não ser; isto ou aquilo
Fugir!
Melhor saída:
Encarar, perseguir aquilo que 
Não vai acontecer de imediato,


Como fazer pra enxergar à quem do além?


Atalhos  aparentemente nocivos. 
Será?


Perguntas, perguntas…

Capítulo Final de DOM CASMURRO.

31 jul

E Bem, e o Resto?
Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada.

O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente.
                                                                                                                    Dom Casmurro, p.271.


Sempre fica a pergunta se Capitu traiu ou não Bento. Isto pouco importa numa obra que deixa ao leitor uma sensação de voltar ao início. As suspeitas em relação à Capitu começam a surgir já na primeira parte com as referências feitas por José Dias. Seu discurso apimentando o pensamento de Bentinho que até então não alimentava tal sentimento.


A obra adaptada para a telona deixa claro aos espectadores o equívoco cometido por Bento. Por isso, penso que a leitura antecede a tela de cinema em que o narrador consegue confundir o leitor e o faça pensar descobrindo assim, várias possibilidades.

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