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Poema do diário de Frida

11 set

Diego. princípio

Diego. construtor

Diego. meu bebê

Diego. meu noivo

Diego. pintor

Diego. meu amante

Diego. meu marido

Diego. meu amigo

Diego. meu pai

Diego. minha mãe

Diego. meu filho

Diego. eu

Diego. universo

Diversidade na unidade.

Porque é que lhe chamo Meu Diego?

Ele nunca foi e nem será meu.

Ele pertence a si próprio.

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Sonetos Para Amar o Amor.

4 set

Ditoso seja aquele que somente se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças de poder nalgum tempo ser contente.

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.

Mas como causar pode o se favor
Nos mortais corações conformidade,
Sendo a si tão contrário o mesmo amor?

Luís Vaz de Camões.

As Semelhanças Entre Bento e Otelo.

11 ago

Otelo, o Mouro de Veneza

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

(Redirecionado de Othello, the Moor of Venice)

 

 

A 1943 encenação de Othello — estrelando Paul Robeson e Uta Hagen — possui o record de peça mais reproduzida de Shakespeare de todos os tempos Broadway.

Otelo, o Mouro de Veneza (no original, Othello, the Moor of Venice) é uma obra de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago [1]. Por causa dos seus temas variados — racismo, amor, ciúme e traição – continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais, e ainda é muito popular.

Intertextualidade

Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e sofreu inúmeras interpretações, desde psicológicas e psicanalíticas na crítica literária dos anos 30 e dos anos 40, passando pelo feminismo na década de 1970 até sociológicas da década de 1980, e adiante. Creditado como um precursor do Modernismo[3] e de ideias posteriormente escritas por Sigmund Freud,[4] o livro influenciou os escritores John Barth, Graciliano Ramos e Dalton Trevisan e é considerado por alguns a obra-prima de Machado.[5] Além de ter sido traduzido para outras línguas, continua a ser um de seus livros mais famosos e é considerado um dos mais fundamentais de toda a literatura brasileira.[6]

Hamlet – Príncipe da Dinamarca.

7 jul

Hamlet

7 jul

Um fantasma começa a assombrar os arredores do castelo de Elsinore. Sua aparência lembrava muito a do recentemente falecido Rei Hamlet. O sentinela que avistou o fantasma pela primeira vez, chama Horacio, amigo do Príncipe Hamlet, para que também veja. Horacio decide que é melhor chamar o príncipe para ver também. O fantasma do Rei diz a Hamlet que foi assassinado pelo próprio irmão, Claudius, e pede a seu filho que vingue sua morte. Claudius é o atual rei, tendo conseguido o posto ao casar com a viúva do Rei Hamlet, Gertrude. Hamlet está determinado a vingar o pai, entretanto, acaba engajado em dúvidas filosóficas e morais, aparentando estar louco. Sua mãe, a Rainha, e seu padrasto Rei Claudius enviam dois amigos de Hamlet para averiguar o que estaria acontecendo ao jovem. Hamlet já estava interessado em Ophelia, filha de Polônio braço direito do atual Rei. Polônio suspeita que Hamlet está louco por causa de um amor mal-rresolvido com sua filha. O rei e seu agregado espiam uma conversa entre o casal, mas é Hamlet quem maltrata a garota. Um companhia de teatro chega no castelo, e Hamlet decide usar os atores de maneira a descobrir se Claudius é realmente culpado da morte do pai. O jobem manda os atores encenarem uma peça criada por ele que retrata o assassinato em questão, da forma como o fantasma do pai lhe contara. Como previsto por Hamlet, na hora em que o crime é cometido na peça de teatro, o Rei levanta-se e sai. O jovem vai atrás dele, pronto para matá-lo, mas recua quando vê o Rei rezando. Decide matá-lo mais tarde. O Rei Claudius decide que Hamlet é um problema e pondera mandá-lo à Inglaterra. Logo depois, Hamlet e sua mãe conversam no quarto dela. O jovem a condena a deslealdade para com seu pai, enquanto Polônio ouvia a tudo, escondido atrás das cortinas. O jovem ouve um barulho e aniquila Polônio, pensando que este era o Rei. Depois disso, o jovem é mandado imediatamente para a Inglaterra, e o Rei já tinha planejado a morte dele naquele país. Depois de partir, o barco de Hamlet é atacado por piratas. Ele escapa e volta à Dinamarca. Rejeitada por Hamlet e tendo perdido seu pai, Ophelia enlouquece. O irmão dela, Laertes, volta da França para vingar a morte de seu pai, encorajado pelo Rei, e de sua irmã, que suicidou-se. Este organiza um duelo de esgrima entre os dois. Entretanto, é uma armadilha para Hamlet: a espada de Laertes tem veneno na ponta. Caso Hamlet vença o duelo, o Rei brindará com veneno no vinho do jovem. Durante o funeral de Ophelia, Hamlet demonstra tristeza e arrependimento. Hamlet começa o duelo vencendo. Para comemorar, a Rainha bebe co copo com veneno. Ao mesmo tempo, Laerte fer Hamlet com o florete envenenado. Depois, eles acabam acidentalmente trocando as armas e Hamlet fere Laertes também com o veneno. Quando o jovem percebe tudo, obriga o Rei a também beber da taça envenenada. Por fim, Laerte absolve Hamlet da culpa da morte de Polônio. Os três homens morrem um após o outro.

Fernando Pessoa no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro

13 maio

Levar Fernando Pessoa a todos, desde os que não conhecem sua obra aos amantes do poeta. Este é o objetivo da exposição Fernando Pessoa, plural como o universo. Conduzidos a uma viagem sensorial pelo universo do poeta, os visitantes se deparam com algumas de suas personas, reveladas nos versos assinados por seus heterônimos, e têm ainda a oportunidade de ver raridades, como a primeira edição do livro Mensagem, único publicado em vida, e os dois números da revista Orpheu, um marco do modernismo em Portugal.

As mais perfeitas aventuras do interior do gênio.

23 mar

Borges, causador de inquietude naquele que lê sua obra. Suspense, deslumbramento são adjetivos menores daquilo que se sente com suas histórias recheadas de aventuras místicas e vibrantes.

Não poderia ser diferente a expectativa da chegada de sua obra ao contato com o leitor brasileiro ficcionado por tudo que o gênio de “O Aleph” traz em sua obra.

Depois de ter dado a volta do mundo, a obra de Jorge Luis Borges está finalmente chegando ao Brasil. Após Nova Antologia Pessoal, lançada pela Editôra do Autor, acaba de sair Ficções aos cuidados da Editôra Globo. Esperadas com impaciência, permitem ao leitor brasileiro um primeiro contato com uma das obras mais estranhas e mais pessoais da nossa época.

Avêsso à composição de romances maciços em redor de uma idéia para cuja exposição oral bastam poucos minutos, o nosso autor prefere simular que êsses romances já existem e apresentar um resumo, um comentário dos mesmos. Daí, talvez, a densidade excepcional de seus contos, que têm algo do pequeno cone reluzente, a que se refere numa hospedaria. “Peguei-o na palma da mão por alguns minutos; lembro-me de que seu pêso era intolerável, e que, depois de retirado o cone, persistiu a pressão”.

Mestre do gênero, cultiva-lhe tôdas as variantes – o apólogo, a parábola, a fantasia, a lenda, o conto de mistério, o fantástico, o policial, o simbólico, o filológico – tôdas, menos a humorística. A ação encobre sempre outra, que aponta no fim da história e se entrelaça com a primeira do modo mais inesperado; e as duas, juntas, encobrem um sentido oculto.

No Prólogo da Nova Antologia Pessoal, Borges assinala os seus temas preferidos: “a perplexidade metafísica, os mortos que perduraram em mim, a germanística, a linguagem, a pátria, o paradoxal destino dos poetas”. Poder-lhes-iamos acrescentar a cabala, a mística, a metempsicose, e indicar alguns de seus motivos principais: as formas geométricas, assim com os espelhos e os labirintos, realidades ambíguas que são a sua obsessão e influem sôbre a estrutura de suas narrativas. O assassino substitui-se à vítima; o herói encarna-se no traidor e vice versa; a literatura, espelho da vida, impõe a esta os seus moldes; o mundo imaginário acaba sendo mais forte que o real. Uma conspiração de eruditos inventa outro universo, escreve-lhe a história e a geografia fictícias, constrói-lhe a língua, compõe-lhe a enciclopédia. Um homem em centenas de noites a fio sonha que está criando outro; quando afinal um deus, entrevisto no sonho, autoriza a encarnação do semelhante sonhado, o sonhador percebe êle próprio não passar do sonho de um terceiro. O acidentado que perdeu a capacidade de esquecer morre esmagado sob o peso de suas lembranças. Um condenado à morte alcança, no momento da execução, a graça de uma suspensão individual do tempo.

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