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Poeta.

15 abr

Gosto de ouvir falar o poeta. Gosto da magia e do encantamento que vai tomando conta de meus pensamentos enquanto fala. Parece-me sempre cheio de razão, não há de minha parte julgamento negativo. Somente o ouço! Vou-me como pássaro transportando minh’alma, peito apertado e não há tristeza ou melancolia, somente emoção ecoando, então lágrimas vêm… Vou sendo arrastada pela sensação de bem estar, de benquerer (não esse da nova ortografia), mas aquele bem-querer vagaroso, que te deixa mole, que te lança o olhar no fundo do olho do outro em agradecimento por fazer teu outro “eu” – aquele inconsciente que o professor te mostrou em poucas palavras -, sair de ti, arrebatar-te de contentamento e prazer.

Muitos poetas me deixam assim. Poetas famosos, reconhecidos, poetas anônimos e poetas amigos; os que conheci por caminhos saraus, caminhos da vida.

Gosto, gosto sim de ler seus escritos e encontrar um tanto de mim!

Resenha do livro “A folha como véu” de Luiz Fernando Medeiros de Carvalho.

24 ago

O capítulo, revelador, não por trazer o nome da obra, mas por revelar o verso bem no fundo, o jogo dos verbos citados. O íntimo de a folha de papel vai despindo vagarosamente os pensamentos inconscientes, as imagens da linguagem sobrepondo o que o poema “p/ Cri” traz à tona:

Sua pele, sua palma aberta
aceita minha escrita leve.

Luiz Fernando, ora revela, ora é revelado através do profundo desejo de romper as camadas, as veias finas das metáforas que entranham uma a uma as folhas de o papel em que Armando Freitas Filho punha seu verso. Sem a objetiva noção da descoberta de uma próxima fase, a próxima página preenchida, o deslumbre do inconsciente, a magia da palavra que o vai despindo descontroladamente sob seus pensamentos e a mão o guiando, o levando, e é esse o desenho que Luiz Fernando desvenda. O sensível e avassalador manejo das mãos sobre a folha de papel. O desejo escondido sem as frestas que ficam entre o pensamento e a realidade, transcendendo a realidade quase como o gozo final, aquele que faz pasmar diante do nada, enfim, o prazer se faz. Daí a ideia do poema tocar ou ocupar outra margem, tocar o vazio.
Ainda sob o desejo de transcender folha por folha deste véu, sem ferir o sono da folha de baixo, usufruindo apenas das possibilidades é que o autor vem falar de transparência. E que transparência seria essa? A transparência da alma exposta no papel, dos anseios ao deixar cair os panos, os traços que o levaram a despir-se dos sonhos e pensamentos mais intensos e prendê-los por vez, e depois soltá-los ultrapassando folha por folha sem medir o tempo e o espaço, do ato tão suave quanto à brisa de uma tarde de outono. Transparência essa, que “pelo menos” cai sobre nós, leitores, capazes de absorver o desejo de não sofrer a passagem do tempo, de não perder o fio das palavras. Ato que a mão vai conduzindo, desvendando os segredos do traço materializado em cada página.
A travessia descrita por Luiz Fernando é a leveza da mão transcrevendo o pensamento inopinado, reinventando-se.

LEVAR A VIDA NA FLAUTA

4 mar

Algum sujeito desavisado talvez achasse a melhor definição para o termo “levar a vida na flauta” como: prostar-se num confortável sofá na frente da tevê a assistir toda programação que houvesse ou ainda, a sombra de uma árvore, olhando a vida passar, sem muito esforço, sem preocupações. Intitulando-se assim, o esperto, o boa vida. Aqueles verdadeiramente espertos, antenados ao mundo contemporâneo, ligados a conectores a cem mil por hora, o termo está envolto a saber-fazer, querer-fazer e conseguir-fazer tudo que há de melhor, num corre-corre frenético. Sim, e porque não!? Coberto de ações de lealdade, de escolher bem as palavras, de fazer o que tiver de fazer com paixão e ver tesão no que irá alcançar com determinada ação, e sempre, sempre por a poesia do amor à frente de tudo. Enfim, realizar! Levar a vida na flauta, suavemente…

Reverência Pela Vida

4 set

Fragmentos do livro ao qual Rubem Alves conta em primeira pessoa um pouco sobre a impressionante vida de Gandhi:

  • Não terei medo de ninguém sobre a terra. Temerei apenas a Deus. Não terei má vontade para com ninguém. Não aceitarei injustiças de ninguém. Vencerei a mentira pela verdade, e na minha resistência à mentira aceitarei qualquer tipo de sofrimento.
  • Coisa estranha o corpo. Tão belo quando dominado pelo amor, tão vergonhoso quando possuído por suas próprias paixões…
  • A saudade é algo mágico. Ela tem o poder de transformar coisas que antes eram banais e comuns em memórias de encanto. Quando a saudade é muita, a imaginação, para consolar-se, esolhe os fragmentos alegres e risonhos do passado. Tudo fica transfigurado, luminoso, puro.

“Cada pessoa tem uma história pra contar. Elas trocam entre si pequenos fragmentos de memória, para que os outros saibam que, a despeito da distância, vivemos juntos momentos de verdade…

Entendi então o segredo do poeta. O poeta é um ser que é capaz de despertar o bem que dorme no fundo do coração humano.

As Semelhanças Entre Bento e Otelo.

11 ago

Otelo, o Mouro de Veneza

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

(Redirecionado de Othello, the Moor of Venice)

 

 

A 1943 encenação de Othello — estrelando Paul Robeson e Uta Hagen — possui o record de peça mais reproduzida de Shakespeare de todos os tempos Broadway.

Otelo, o Mouro de Veneza (no original, Othello, the Moor of Venice) é uma obra de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago [1]. Por causa dos seus temas variados — racismo, amor, ciúme e traição – continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais, e ainda é muito popular.

Intertextualidade

Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e sofreu inúmeras interpretações, desde psicológicas e psicanalíticas na crítica literária dos anos 30 e dos anos 40, passando pelo feminismo na década de 1970 até sociológicas da década de 1980, e adiante. Creditado como um precursor do Modernismo[3] e de ideias posteriormente escritas por Sigmund Freud,[4] o livro influenciou os escritores John Barth, Graciliano Ramos e Dalton Trevisan e é considerado por alguns a obra-prima de Machado.[5] Além de ter sido traduzido para outras línguas, continua a ser um de seus livros mais famosos e é considerado um dos mais fundamentais de toda a literatura brasileira.[6]

Te Conto – Introdução

11 ago
Talvez eu não tenha lançado meu coração pra você conseguir enxergá-lo com o fervor que os apaixonados esperam.
Talvez um dia te conte o percurso dessa paixão desenfreada e ria junto contigo do quão distante isto tudo possa estar, ou quem sabe, ainda que possa parecer tola, eu amasse este folhetim – para não parecer cópia barata – e comece a rabiscar uma história de amor com um final feliz.

Ainda dos Tempos de Outrora!

11 ago
Acolhida II
 
Meu sonho é conhecer muitos lugares, tantos quantos eu possa sempre estar a comparar com minha cidade querida.
Nascida num pequeno lugarejo e acolhida por um imenso arranha-céu acostumei-me com as metrópoles. Imensas paredes espelhadas; pura fascinação em minha mente menina.
Orgulho não sinto por de alguma forma estar a quase “negar” de onde vim, mas talvez não a sinta e nunca a tenha tomado por minha. Ao contrário do sentimento que tenho por esta terra à quem vejo sempre um posar de sonhos, possibilidades e realizações;e, digo mais, lugar algum toma de assalto meu coração igual a ti Cidade Maravilhosa!
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