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A Bela Adormecida

5 jul

Era uma vez um rei e uma rainha que moravam num lindo castelo no Norte da Europa e não tinham filhos.
A rainha Frigga andava sempre tristonha pelos cantos do castelo quando numa linda manhã de sol tomava seu costumeiro banho na lagoa, um peixinho saltou da água e disse:
– Minha doce rainha, alegra-te, pois o seu desejo será realizado, terá uma linda filha.
A rainha correu para o castelo e contou ao rei o que ouvira do peixinho. Então daí por diante puseram-se a preparar a chegada da princesa. Logo depois nasceu uma menininha que o casal chamou de Angélica.
O rei muito feliz convocou todos os membros importantes do reino, inclusive queria chamar as sete fadas que tinham maior valor para que abençoassem sua linda filha, mas no castelo havia apenas seis pratos e seis talheres de ouro disponíveis, o rei então resolveu deixar uma fada sem convite.
No dia da festa, tudo estava maravilhoso. As fadas ficaram encantadas com a beleza de Angélica. Quando a quinta fada já a havia abençoado, a sétima fada que estava muito zangada por não ter sido convidada chegou e fez um juramento dizendo:
– Pela falta de consideração do rei, eu amaldiçôo a princesa, antes de completar seu décimo quinto aniversário sofrerá um atentado que a levará a morte, mas nesse momento, a sexta fada que ainda não havia dado sua bênção completou:
– A princesa sofrerá um ataque que a fará dormir, mas não morrerá, pois o beijo do verdadeiro amor a salvará.
O tempo passou e Angélica tornou-se uma adolescente linda, delicada e sonhadora, mas neste momento não muito feliz por que o rei a estava proibindo de namorar Eros, um jovem de uma comunidade das redondezas do castelo. Eros era plebeu, filho de um casal de lavradores.
As discussões eram constantes. A rainha não concordava com o marido, mas nada podia fazer. Angélica quase não saía de casa e sempre muito vigiada nunca mais encontrara seu amor.
Um mês antes dos quinze anos de Angélica, saiu em todos os jornais o grande baile que a família real promoveria. Um dia, Angélica acordou bem disposta e pediu ao rei que a deixasse fazer um passeio, o rei convocou um guarda para acompanhá-la. O dia estava nublado, quando de repente durante o passeio vários homens cercaram a carruagem da princesa detendo o guarda e a levaram sem deixar pistas.
Todo o reino sofria com o desaparecimento de Angélica. Vários jovens se dispuseram a procurar a princesa e nenhum obtivera sucesso.
O rei daria qualquer coisa para ter sua doce filha de volta. Estava na companhia da rainha quando anunciaram a chegada de um jovem chamado Eros. O rei não reconheceu o nome e mandou-o entrar. Achando tratar-se de mais um jovem da alta sociedade disposto a procurar sua filha, surpreendeu-se ao ver o rapaz com vestimentas humilde e visivelmente abatido, perguntou-lhe:
– De onde vens e o que podes querer neste castelo?
– Venho em nome de meu amor por Angélica, senhor! – exclamou o jovem.
– O que você acha que pode fazer por minha filha? – Perguntou-lhe o rei.
– Pretendo fazer o possível para resgatar Angélica, mesmo que não tenha sua permissão para ficarmos juntos. A entregarei à Vossa Majestade. Amo sua filha, não suporto a idéia de saber que está sofrendo.
– Você não vê meu rapaz que não tem condições para salvá-la, não passa de um rapazola.
O rei estava correto em suas palavras. Eros tinha apenas quinze anos. Não tinha idade para uma arriscada missão, mas com isso obteve a admiração do rei que o abençoou dizendo:
– Sei que isso é impossível, mas se assim o fizer darei o meu consentimento para o casamento de vocês.
O rei providenciou um de seus melhores cavalos, armadura e espada para Eros e o viu partir.
Foram dias de espera. Quando finalmente Eros descobriu o esconderijo dos bandidos. Esperou uma oportunidade em que tinha apenas um homem vigiando a princesa. O homem era muito mais forte que Eros, mas ao ver sua amada desmaiada, jogada num casebre, ficou enlouquecido e esmurrou o bandido o fazendo cair.
Eros correu para ver Angélica, mas parecia ter chegado tarde demais. Abraçou-a com força, cansou de chamá-la e Angélica não acordou. Chorando muito a colocou em cima de seu cavalo e a levou para o castelo.
Ao chegar, o rei tristonho caiu a seus pés implorando que a salvasse. Eros assustado não sabia o que fazer. Deixou-a em seu quarto. As serviçais trocaram suas roupas. A rainha estava em estado de choque quando de repente lembrou-se das palavras da sexta fada. Correu pelos corredores do palácio a fim de falar com Eros que somente seu beijo salvaria sua filha.
Era véspera do aniversário de Angélica. Eros foi até seu quarto. Ela estava linda num vestido azul da cor de seus olhos. A tomou em seus braços e beijou-a suavemente e o encanto desfez-se. A princesa abriu os olhos devagar e surpreendeu-se ao ver seu grande amor. Todo o reino estava em festa, o baile de quinze anos foi também o noivado de Angélica e Eros, que logo depois se casaram e foram felizes para sempre.

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