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Chamo-te, poesia!

9 abr

Invado-te os sonhos,
Busco-te!
Não sossego tuas noites vazias.

Chamo-te aos meus desencantos,
Chamo-te sim!
Invado tua alma.
Atordoo-te os pensamentos,
Teu coração sem calma.

Procuro tuas mãos
vagarosamente, folha por folha de papel

a cor das palavras
que crias ser somente
e tão somente, tuas.

Desvendo pensamentos profundos

segredos, 

aqueles que finges

não serem teus.

 

 

Foi Assim

7 ago

Quando te vi pela primeira vez, estremeci

Nossos olhares se encontravam a cada instante

E eu fugia, não queria me envolver,

Achava-te demais pra mim

E foi fugindo que tentei por vezes não te encontrar

Mas a saudade foi mais forte e com uma simples desculpa

Vimo-nos, ambos esperavam esse encontro

Numa loucura súbita, você foi se chegando,

Me envolvendo, me atordoando, eu me deixando

Me enlouquecendo, nos amamos…

Daí parecia conto de fadas, tudo era como se

A terra não mais girasse tudo parou, mas nós

Nos amávamos e só isso importava

O tempo passou, eu mudei você mudou e o

Nosso amor acabou somente por que você

Me abandonou

Hoje não consigo entender onde errei,

Meu erro foi ti dar amor demais

Hoje ti peço perdão, se o meu muito, foi tão pouco

Pra ti preencher.

Rotineiro

30 jun

No intervalo entre ir e vir

O que haverá na linha do tempo?

Ponte, pensamento

Mar de pessoas

Voz, barulho ensurdecedor

Palavras cruzadas

O certo

O errado

O caminho

O entorno

A resposta de tuas montanhas

Brancas nuvens entre elas

Gaivotas solam um dó em pouso manso

em tua Baia

E a dávida de viver aqui

Um findo instante.

Verossímil

30 jun

Amor com amor se apaga, disse o poeta!

Vais levando a leviandade do não mais querer

Postergando os insultos,

De um instante, da secura das meias palavras.

Vais levando, levando pru’m dado momento do esfriamento,

E cega, vão-se as lembranças, as boas lembranças,

Apagando os antigos anseios, a euforia do estar

E a loucura do ficar.

O poeta reinventa-se e diz que amor com amor se paga,

Então volta tudo outra vez:

A alegria de encontrar!

O CORPO II

22 jun

As respostas chegam devagar,

Silenciosamente sob observância dos atos.

O gostar efêmero por vezes oposto aos olhos nus.

Impossível decifrar o que não é possível tocar!

E o sangue correr às veias dos nós trancados na garganta,

Sem respostas desse brilho do olhar.

E o sangue ferve, o delírio se mistura aos sonhos.

E nada acontece por acaso!

E você vê, e sente, e entende, e deixa no ar…

Sem Composição

22 jan

Hoje, em toda minha vida,
A poesia já foi!

E em toda essa carreira sem nome
O tranco fincou

Sugou profundo o ser

Querer ser melhor
Sem ser qualquer coisa

Sem querer acreditar, chegou o fim.

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